25/07/2019

Campinas atinge cerca de R$ 1,2 bilhão em valores pagos em tributos

No estado de São Paulo, a arrecadação no primeiro semestre foi de R$ 45,8 bilhões

O campineiro já havia pago R$ 1,1 bilhão em impostos no primeiro semestre deste ano, segundo dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), dispositivo criado em 2005 para calcular o valor total de impostos, taxas, contribuições e multas que a população brasileira paga para a União, assim como os estados e os municípios.

O total de R$ 1,1 bilhão totalizado entre 1º de janeiro até o dia 30 de junho, foi 7% maior que o verificado no mesmo período do ano passado, que atingiu R$ 1 bilhão. Já nos dois primeiros dias do mês de julho, o pagamento de impostos em Campinas atingiu R$ 1,2 milhão. De acordo com cálculos do Departamento de Economia da ACIC, até o final do ano, a arrecadação do impostômetro deverá atingir R$ 2.370,3 bilhões, 10,11% a mais que os R$ 2.152,6 bilhões registrados no ano anterior.

Os principais tributos de arrecadação municipal acumulados pelo índice são o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Para a presidente da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) e vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Adriana Flosi, é imprescindível virar a página sobre a questão da Reforma Previdenciária e partir para a Reforma Tributária. “As altas taxas tributárias representam um dos maiores entraves para um efetivo crescimento econômico da nação, que não vê o retorno dessa arrecadação em benefícios para a sociedade, seja na esfera municipal, estadual ou federal”, afirma.

Sistema complexo

No estado de São Paulo, a arrecadação no primeiro semestre foi de R$ 45,8 bilhões, enquanto o índice no Brasil atingiu R$ 1,2 trilhão. “Ainda mais importante do que olhar para o valor total é olhar para os gastos, em especial as aposentadorias – sejam elas públicas ou privadas –, que têm subido num ritmo muito maior do que a arrecadação”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

“As despesas previdenciárias estão em níveis tão elevados que comprimem o restante do orçamento, impossibilitando investimento em áreas prioritárias como saúde, educação e segurança. A reforma da Previdência precisa ser aprovada o quanto antes. Infelizmente ela ficou para o segundo semestre: o ideal seria que já estivesse concluída. O Congresso não pode postergar mais essa decisão e, acima de tudo, não pode desidratar mais o texto em tramitação”, pontua o economista.

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